049 FISL sem Ubuntu

opencast_episodio_49

Voltamos com mais um episódio do Opencast e desta vez com o time principal quase completo, faltou só a presença do Aprígio. Neste episódio Ivan, Diego e Og Maciel falam um pouco sobre os acontecimentos do mundo do software livre nos últimos dias.

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Créditos das músicas usadas neste programa:
Josh Woodward

Opencast , , , , , , , 12/07/2015 22:02 11 Comentários

11 Comentários

  1. Para marcar novamente a minha presença vem aqui meu comentário, com algumas opiniões.

    Particularmente não tenho nenhum problema com o MP3, além da falta de qualidade e tamanho comparado a outros formatos, como o vorbis (OGG) e AAC, este último inclusive era para funcionar no iTunes. A questão com o MP3 que eu saiba é que existem problemas com leis de alguns países, tanto que existe até software de streaming de MP3 no site do projeto GNU (https://www.gnu.org/software/gnump3d/), encontrei isso enquanto pesquisava se tinha um texto explicando melhor, porém não achei. Talvez pelo tempo meu comentário tenha ficado um pouco fora de contexto, mas a questão era para liberar aquele episódio específico em OGG e não todos. Com relação a servidor seria possível colocar o arquivo no Internet Archive, só tem a questão da licenciar sobe uma versão da CC, fazíamos isso no Piratas da Internet, pela dica do Magnun do Hack ‘n’ Cast, que infelizmente devido a problemas para reunir o pessoal para gravar e do Fabio para editar, está tão parado que até o site está fora do ar, porém os episódios publicados ainda podem ser encontrados no Internet Arquive.

    Com relação a forma como o Stallman usa o computador, até eu já pensei em abandonar a interface gráfica, e já teve outra pessoa que trabalhou comigo que pensou a mesma coisa. O maior problema foi o copiar e colar, que até daria para contornar, mas não seria muito prático, e também programar web sem um navegador gráfico é complicado. Porém muitas coisas prefiro fazer via terminal mesmo, como utilizar o git, como editor o gVim, mas que não muda em funcionalidades para o VIM do terminal, só acrescenta a barra de menus. Principalmente agora que os aplicativos parecem serem feitos para tablets e não computadores, não estão me agradando e já estou pensando em utilizar player de áudio no terminal em relação as alternativas em GTK.

    Recentemente numa conversa na minha turma de engenharia de software, uma pessoa comentou que desinstalou o aplicativo de chat do Facebook do seu celular, já aproveitei para comentar sobre algumas outras questões básicas de privacidade e outra pessoa que estava ouvindo a conversa falou para eu parar de assustá-la, pelo o que eu entendi isso era tudo novidade para ela. Com o que o Ivan comentou no episódio é estranho ver que já estão existindo usuários que pelo menos tem a noção de privacidade muito maior que algumas pessoas que seriam mais técnicas.

    No trabalho teve uma reunião onde foi conversado alguns recursos com clientes e tinham gostado da ideia de utilizar comandos de voz para agilizar o processo. Quando me contaram da ideia, só comentei que iriam deixar um microfone transmitindo o áudio para a internet do que se passa num ambiente que deveria ser o mais seguro e confidencial possível para a internet, além de possibilitar um man in the middle para ouvir o que se passa na sala. Depois disso o recurso não foi mais nem cogitado.

    O Og comentou sobre o 1984, teve uma palestra no FISL do ano passado do Alexandre Oliva muito boa exatamente sobre esse assunto (http://hemingway.softwarelivre.org/fisl15/high/41a/sala41a-high-201405091501.ogv). Agora além de celulares, TVs e vídeo games (Kinect) que poderiam vigiá-lo teremos até a Barbie (http://observador.pt/2015/02/17/nova-boneca-da-barbie-vai-ouvir-e-responder-criancas/, não lembro aonde tinha visto a notícia então foi esse link mesmo), que transmitirá o que a criança falar para a boneca pela internet e respondendo de acordo com os gostos da criança (entenda-se perfil psicológico). Imagine uma boneca dessas na mão de uma criança que não tem a menor noção de privacidade, que já conta segredos para as que não conversam, o que não será exposto da vida dela e da toda a família.

    Quando passaram a chamar o Jonathan Riddell apenas de Riddell para não confundir, a primeira coisa que pensei foi no Hideo Kojima e seus desentendimento com a K[onami], só comentando para ver quantos pegaram a referência.

    Qualquer coisa se o Og tiver problemas para falar em português é só fingir que é um convidado gringo e colocar tradução simultânea. Brincadeiras a parte, é bem interessante ter a opinião de quem está fora do país.

    Sobre a questão de opensource e empresas, um dos pontos que sempre é levantado nas discussões de software livre e opensource, é que o opensource foi feito para defender os interesses de empresas, no caso que o mercado entenda que o opensource pode ter tanto ou até mais valor que um software fechado e que seja visto como uma opção que pode ser adotada dentro das empresas. Hoje esse objetivo já foi alcançado de certa forma, bastando procurar o manual de boa parte dos equipamento eletrônico que nas últimas páginas você terá uma cópia da GPL. Porém a principal diferença de forma rápida é que o opensource vê o software proprietário como uma solução sub-ótima, porém aceita a convivência e integração com o mesmo, enquanto o software livre devido a questões filosóficas tentem a não aceitar software não livre.

    Sobre algumas palestras do FISL serem propagandas de algumas empresas, pode até realmente ocorrer, porém se realmente tiver o software livre pode servir como guia ou exemplo de como adotar software livre, as vezes até numa empresa que só trabalhava com tecnologias proprietárias, só espero que não esse tipo de palestra não tomem o lugar de outras mais focadas no software livre. Neste ano não fui ao FISL e ainda não olhei as palestras para dar minha opinião, porém já estou com todas as gravações para assistir (wget executado na linha de comando). Agora ver o Maddog todo ano, que é mais ligado ao movimento do opensource (pelo menos ao meu ver) e o Stallman nem sempre presente, pelo menos dessa vez sei que foi uma questão de agenda, porém acho estranho para um evento que seria o melhor de software livre do mundo.

    • tecnolog disse:

      Eduardo, muito obrigado pelo comentário, sempre acrescenta muito a discussão.

      Cara, eu não tinha ligado o nome a pessoa. Tem alguma previsão de retorno do Piratas?

      • Infelizmente não tenho nenhuma previsão para o piratas, até tínhamos gravado mais uma episódio, porém o Fabio teve problemas no note e nem sei se foi perdida a gravação. Também está complicado reunir o pessoal, a maioria está trabalhado de dia e estudando de noite (incluo me), só está sobrando as madrugadas que não é o melhor horário para gravar. Como troquei de emprego também perdi um pouco do contato com o resto de pessoa que não vejo mais todo dia.

        O meu blog também está sofrendo um pouco com isso, estou escrevendo muita coisa para os trabalhos e acabei parando um pouco, pretendo voltar quando acalmar, ano que vem ou daqui a 4 anos. Mas estou presente em alguns comentários de podcasts que acompanho ou lista de discussão do Python ou Django.

  2. Pessoal pra começar meu comentário, coloco meus pêsames sobre a “morte” do Kubuntu que foi a 1ª distro a instalar no meu computador (Kubuntu 8.04) e por qual sempre tive uma queda, mesmo no momento usando o Xubuntu. Algo muito triste ao meu ver, porem realmente é complicado a manutenção de um projeto opensouce, seja qual for, pois da comunidade a cada 1 que ajuda existem pelo menos 200 sanguessugas. =(

    Sobre o FISL, tenho que concordar em parte com o que o Ivan falou, realmente a política tomou conta do evento, digo isso com conhecimento de causa, pois fui nas versões de 2012, 2013 e 2014, porém creio que foi com o apoio da SERPRO e demais patrocinadoras, que o evento conseguiu crescer tanto. Porem o que o Ogg falou foi perfeitamente no ponto em sua avaliação do FISL, apesar de boa parte das empresas serem grandes corporações, a maior parte das palestras do SERPRO, Google, Globo.com, Wallmart, Facebook, RedHat, Zabbix CIA, etc, são das empresas mostrando como o software livre é usado lá dentro da empresa e apresentação de ferramentas opensource por eles criados. A partir do FISL conheci vários cases de uso de ferramentas opensource que pude apresentar para clientes (e provar que é software livre), que o fez escolher tentar seguir a opção de software livre a da pirataria.

    E uma bola fora do Ivan sobre as palestras a 3 anos ou mais, quem escolhe as palestras que serão oferecidas são os participantes das edições anteriores, tanto que eu mesmo não indo na versão deste ano, votei nas palestras que achei mais interessante para o evento.

    Um forte abraço a todos os participantes e espero que o podcast continue, mesmo que não sendo tão constante, porem que seja sempre presente. hehehe

  3. Marcos Alberto Marques Dias disse:

    O nome do brasileiro que foi colocado como mantenedor do kernel 2.4 do Linux entre Novembro de 2001 a Agosto de 2006 se chama Marcelo Tosatti que atualmente trabalha na Red Hat. Também foi o responsável por manter a arquitetura Power PC 8xx no kernel 2.6. Parabéns pelo OpenCast sempre escuto cada novo episódio.

  4. Eu me senti aliviado com os comentários do Ivan sobre o FISL.

  5. Estava assistindo os vídeos das palestras do FISL deste ano, quando, para minha surpresa, encontro o logo da Steam formando o fundo do banner (não estou falando da logo de patrocinadores e sim dos desenhos). Este serviço que a meu ver não tem nenhuma relação com o software livre, tudo bem que funciona num sistema operacional que pode ser livre, porém não deixa de ser proprietário e muitas vezes exigindo drivers também proprietários.

    O que parece é que nem quem organiza o evento sabe direito o que ele deveria significar. Não vou ficar surpreso se aparecerem palestras de coisas proprietárias da Microsoft para GNU se eles lançarem algo para esse sistema operacional se continuar desta forma, muito menos se entrar no lugar de uma palestra sobre um software livre, porém que funciona no Windows.

    • Aproveitando que consegui achar o exemplo da imagem: http://softwarelivre.org/designs/themes/fisl16/images/members-bg.png, achei mais três casos:

      – Raspberry Pi, que não é aberto, e muitos dos circuitos elétricos são fechados, além de estar se aproximando cada vez mais da Microsoft para o Windows 10.

      – Caneca de café com fumaça, que faz referência ao Java que até o CEO da Oracle não soube dizer se é livre ou não.

      – TV, dominado por grandes empresas que controlam o meio, provavelmente o meio de comunicação menos livre de todos e o mais difícil para se anunciar algo.

      Isso pode gerar discussão se é livre ou não, se é bom ou não. Porém o meu ponto é que não precisavam estar ai. Não vi nenhum símbolo de uma linguagem livre como Python e distribuições recomendadas pelo projeto GNU, além do símbolo do GNU neste caso estar cortado.

  6. maicon disse:

    Chego tarde mas apenas pra informar que as informações passadas a respeito da votação na escolha das palestras do FISL não está correta.
    1) o sistema de votação já existe faz uns 4 ou 5 anos. A votação só é liberada para inscritos, talvez por isso vocês não sabiam.
    2) A votação serve para avaliar a relevância e procura de cada palestra. Estes dados servem para definir em qual auditório a palestra será alocada a fim de comportar todo o público esperado.

    De qualquer maneira preciso concordar que a relevância de várias palestras com o assunto do evento é bastante questionável. Creio que exista uma preocupação maior em ser “O maior evento de SL do mundo” do que realmente em ser “um evento de SL”. Existe muita abertura para pseudociência e coisas do tipo.

    Um exemplo é o projeto Warka, para gerar água a partir da umidade do ar para resolver o problema da sede na áfrica. O cara promete gerar até 100 litros de água por dia com uma tela de tecido esticada na rua. A ideia é linda mas o criador se esqueceu que na africa a umidade do ar é baixíssima e portanto o projeto fica quase inviável, mas isso eles não falam e o FISL da vitrine pra esse tipo de pseudoativismo.

    Alguns anos atrás eles quase aceitaram uma palestra de uma empresa que prometia gerar energia a partir da gravidade da terra. Algo totalmente descabido, mas que o pessoal do FISL achou que poderia ser interessante. Só falta termos palestras de homeopatia.

    • maicon disse:

      Talvez não tenha ficado claro, mas a tal votação não serve pra decidir se uma palestra será aceita ou não. A ASL decide isso de forma unilateral. Talvez ele até usem esta votação como base para a decisão, mas isso não é uma regra.

      • tecnolog disse:

        Muito obrigado pela contribuição Maicon.

        Não estou duvidando de você, mas gostaria de saber de onde vem as informações de que sobre as palestras? A minha opinião veio de lugar nenhum, foi no achismo.

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