Porque você deve se preocupar com a nova certificação da Microsoft

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Segundo a empresa wanted analytics, especializada em “interpretar” e analisar tendências, estima-se em 18 MILHÕES o número de vagas para administração de servidores em nuvem, no mundo inteiro, com crescimento consistente para os próximos 10-15 anos.

Faça frio ou faça sol, com ou sem crise, quem obtiver o “cert Linux on Azure”, terá o passaporte necessário para entrar num mundo de muitas responsabilidades e salários gordos.

25% do emprego do azure dá-se em servidores linux, crescendo mais que o windows server. E nenhum fã do esfeniscídeo pode mais considerar Redmond seu eterno inimigo, principalmente na hora de conseguir um bom emprego.

Jamais dominaremos o desktop, até porque “desktop” é coisa do passado e a mobilidade, o mote da vez. E na nuvem, quem trabalha com windows e linux enxergaram que crescem mais e melhor juntos, do que separados.

Canonical não é a única empresa que trabalha com o pinguim, mas provavelmente a única que desenvolve um SO específico para a IOT, além de moldar seu ubuntu ao trabalho em rede.

Isso e sua convergência criam um cenário ideal para que a tecnologia da microsoft seja um sucesso. Mas para isso acontecer, a realidade do mundo corporativo impregnou a empresa, que nunca se iludiu com as distros “out of the box”.

Desde o início o ubuntu foi um meio, nunca um fim. E o surgimento da interface unity veio com o propósito de integrar vários dispositivos, aproveitando ao máximo o espaço disponível.

O desenvolvimento do Mir suporta toda essa integração, já que o X não foi pensado nem pode fazer o que este faz. já se vão mais de 40 anos de seu nascimento e um novo servidor fez-se necessário.

Vejam quantas mudanças realizadas para que pudéssemos responder a demanda desta década, criando um sistema operacional que atenda as necessidades do mundo de hoje.

E você, o que falta para deixar a velha, preconceituosa e rançosa postura antimicrosoft de lado, como se ela representasse tudo de mal no mundo da informática?

Comportamento, linux, News, Ubuntu , , , , , 03/02/2016 10:03 5 Comentários

Antonio Carlos V. da Silva

Antonio Carlos V. da Silva

Apenas um latino americano, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vivendo no interior.

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5 Comentários

  1. Bruno dos Santos Almeida disse:

    As pessoas precisam que trabalhar com Linux precisam parar de enxergar a Microsoft como o bicho papão, como o vilão da história. Como esse novo presidente na Microsoft ficou bem claro que sua proposta é transformar a empresa em uma fornecedora de serviço de software e não só mais como uma empresa que vende software por si só. Percebe-se isso com a transformação do Windows em rolling release. Abertura do código do .net framework no geral e a reescrita do mesmo para que rode em plataformas Linux e Mac também. Assim como a Redhat ganha dinheiro com software aberto. Ela também produz software proprietário. E as pessoas não a condenam. Esta certo que ela contribui muito para o Kernel e tudo mais. Mas a Microsoft também contribui bastante não só no kernel mas também em muitos outros projetos. Mas isso poucas pessoas citam ou enxergam como uma coisa boa. Temos que enxergar que nem a a Redhat, Canonical ou Microsoft estão nessa pela parte altruísta/filosófica da coisa. Esses players estão nessa pele dinheiro. Então se ajudar projetos como o Kernel do Linux ou outros projetos vai gerar um lucro futuro para eles certamente eles irão ajudar. E não esta errado esse pensamento. Da mesma forma o profissional tem que mudar seu pensamento e se adaptar a esses player para não ficar para trás.

    • Antonio Carlos disse:

      concordo em gênero, número e “degrau”. rsrsrs

    • Realmente para quem defende o opensource, não deveria atacar mais tanto a Microsoft, ela está cada vez mais se igualando as outras empresas como Canonical, Google… Para quem defende o software livre, ela está mais “amiga” do que já foi, porém ainda está muito longe de respeitar o usuário como o software livre prega, mas acho que não vem ao caso explicar meus problemas com o Windows 10 aqui.

      A Microsoft realmente contribuiu para o kernel, porém até onde sei, essas contribuições são ligadas diretamente a seus próprios produtos, como compatibilidade com o Hyper-V, algo que não muda em nada para mim, pelo menos não diretamente. Diferente de outras contribuições que melhoram desempenho, segurança e estabilidade para todos os tipos de usuários e não um grupo muito específico.

      Agora, colocar a Microsoft no mesmo patamar que uma Red Hat, pelo menos para mim é estranho, mesmo utilizando o Debian, encontro várias vezes o nome Red Hat em manpages ou quando clico em “sobre” dentro de algum programa, porém o mesmo não acontece com a Microsoft, inclusive já tive problemas com o sistema quando fui obrigado a utilizar o skype (consumo de memória, processador, configuração de áudio e travamento de canais).

      • Bruno dos Santos Almeida disse:

        Eduardo, quando citei Microsoft e E Red Hat no mesmo contexto não quis comparar quem contribui mais. Mas sim que as duas contribuem com o mesmo objetivo melhorar o kernel porque isto vai melhorar o produto deles. Nenhuma faz melhorias simplesmente por fazer sempre tem um motivo “mercadológico” por trás.
        Sobre o Skype ser ruim no linux isso não é exclusividade do Skype. O mesmo não foi feito, desde o começo, para rodar em todas as plataformas. Eu mesmo se construísse um software ,main stream, focaria para que funcionasse perfeitamente bem primariamente em sistemas mais populares (Windows e Mac) e depois, se tivesse adesão e demanda, nos outros. E acho que foi isso que aconteceu. E isso acontece também na mão contraria. Softwares feitos para funcionar primariamente no linux também têm problemas ao serem executados no Windows o Ruby é um exemplo, ele é muito lerdo no Windows. Um bom exemplo de ferramenta que a Microsoft fez visando rodar perfeitamente bem em todos os ambientes é o Visual Studio Code, que roda com a mesma performance tanto no Windows,Mac e linux. Mas isso só foi possível porque é interessante para a mesma ter essa ferramenta rodando bem nessas plataformas. Para mim, é muito difícil acreditar que essas empresas/pessoas contribuem por motivos altruístas que o software livre prega (eu não sou 100% a favor desses motivos altruístas também). Quando o modelo de negócio da empresa não está na compra do software ou na propaganda exibida nele. Por ter certeza que o modelo de negócio é você! Como dizia o ditado “Não existe almoço grátis”.

  2. Concordo que sempre tem um motivo de mercado para os projetos ou contribuições, porém o meu ponto é que na Microsoft foi visando unicamente e exclusivamente o seu produto, enquanto na Red Hat, algumas coisas ajudam a todos os usuários, independentemente se iram usam algum produto Red Hat ou não.

    Mesmo com a pouco experiência que tive com o Skype no Windows não posso dizer que ele funciona bem nesta plataforma também, mas isso pode ser questão de ponto de vista, já que imagino que do ponto da Microsoft ele deva funcionar muito bem em GNU, tanto que mesmo sem logar nenhuma conta, ele já está captando o microfone, consumindo recursos e comunicando com a internet (só não tenho provas de que a espionagem funciona já que não tenho acesso a esses dados para saber o quão bem ela funciona).

    Sabia sobre o Visual Studio, porém não cheguei a fazer testes com ele, já que pelo que verifiquei seria algo como um Sublime Text, e eu ainda prefiro ficar no Vim.

    Também não sejo um motivo para uma empresa desenvolver um software e dar tudo de graça por apenas acreditar nesta filosofia. Mas vou explicar melhor minha visão, eu desenvolvi um sistema para organizar os animes que estou vendo (https://github.com/eduardoklosowski/ergo e https://github.com/eduardoklosowski/ergo-animes), está pronto e não ganho nada mantendo ele apenas para mim, por isso publiquei para que qualquer pessoa possa utilizá-lo também. Na licença diz que o software é distribuído da forma que está sem nenhuma garantia, inclusive de funcionar para o seu caso, isso significa que, você pode utilizá-lo, mas pode ser que ele não funcione exatamente como você deseja, mas pode adaptá-lo, e inclusive eu posso receber essas melhorias e me beneficiar delas, como você se beneficiou de não precisar desenvolver tudo do zero.

    Do ponto de vista de empresas, isso fica um pouco diferente, mas uma empresa poderia vender um software licenciado sobre GPLv2 ou v3 (o que não pode fazer e cobrar a mais para liberar o acesso ao código ou negá-lo), porém alguém poderia comprá-lo e redistribuí-lo de graça e não seria ilegal, acredito que por isso esse modelo não ocorra muito. O que a Red Hat faz é vender suporte, ou vender algo que em algum nível garanta que essa solução será adaptável ao seu negócio. Outro modelo de desenvolvimento é o consorcio, ou seja, empresas com interesses em comum dividem o custo para desenvolver uma solução única que atenda as necessidades, obviamente quem pagar mais ou contribuir mais, puxará o software de forma que atenda melhor seus interesses ou expectativas. De qualquer forma o dinheiro entra no jogo para que uma necessidade específica seja atendida.

    Porém a ideia de software livre não dialoga com o modelo de venda de licença de uso do software, ou seja, pagamento não para ter o software, e sim ter o direito de poder utilizá-lo, o caso da maioria dos software pegos. Porém repare que isso não é o mesmo que vender recurso de hardware, como permitir uma carga maior em um serviço, como espaço de armazenamento, memória e processamento de um servidor remoto, mas se for um serviço livre, eu mesmo posso executá-lo em minha infraestrutura e não precisar pagar a uma empresa terceira por isso.

    Concordo com sua visão de almoço grátis, porém alguém já pagou pelas sobras que irão para o lixo, mas ela poderiam ir para alguém que não pagou, porém sem garantias, como que a comida realmente irá suprir todas as necessidades de nutrientes ou restrições alimentares que eventualmente ela possa ter, nestes casos ela teria que pagar por algo específico ou fazer por si mesmo. Lembrando que código não é algo material, onde o custo de se gerar uma cópia exata é desprezível (energia elétrica) e a própria comunidade que faz o uso do software poderia distribuí-lo, com torrent por exemplo, e quem desenvolver só teria que entregar para quem pagou por isso.

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