Falando Sobre Editores de Texto

Editores de texto têm sido uma certa obsessão minha desde quando entrei em contato com computadores.  Para você, nerd, que quer entender um pouco da história desses editores aconselho ouvir o podcast da galera do Retrocomputaria. É uma aula bem didática sobre a história deles antes da dominação do Microsoft Word sobre digitadores do mundo inteiro.

Editores e estilos de escrita.

Tenho que confessar que por algum motivo(espero que não seja um traço hipster indesejado de quem está ficando velho), não gostei da última versão do Libre Office. Possui tantos botões e menus que acredito que, embora essas funções tenham seu valor para formatar textos destinados a impressão, entretanto, para quem quer apenas escrever, é algo um tanto desagradável redigir um texto em meio a tantos botões e funções.

Na busca de um bom editor

Procurando um editor ideal ao meu estilo, entrei em contato com o antigo WordStar, usado até hoje por gente de nome como George R.R Martin. Se pensar que a “Dança dos Dragões”, um calhamaço de mil e quarenta páginas foi escrito nesse editor, dá pra ter uma noção do quanto ele é interessante. Existe um artigo do escritor Robert J. Sawyer sobre ele onde o mesmo explica um pouco sobre o funcionamento e o porquê dele preferir esse editor ao invés de outros considerados mais modernos.


O Wordstar não é mais desenvolvido. Você pode utilizá-lo com algum emulador de DOS, ou optar por um de seus clones modernos. Para quem é usuário de Linux, está ao alcance dos repositórios um programa chamado Joe. Ele possui alguns recursos a mais que o Wordstar mas os comandos possuem uma mecânica parecida. Quem quiser utilizar os atalhos iguais ao do Wordstar basta chamar o Joe pelo terminal pelo comando “jstar”. Ele terá os atalhos funcionando como se você estivesse no próprio Wordstar original.

O problema da formatação

O maior problema que vejo com o uso de editores é a formatação. Versões de documentos do Microsoft Word apresentam quebra entre si, mesmo estando no mesmo formato. Quando se redige um texto em conjunto, se todos não tiverem o mesmo software e a mesma versão; pode ter certeza que problemas desse tipo vão ocorrer. Com o Google Docs, todos editam o mesmo documento na nuvem e esse tipo de problema não ocorre, mas o problema continua se você está trabalhando localmente. Se estou escrevendo um texto em um editor simples e quero transferi-lo para um mais completo para ajustar a formatação e imprimir, levo um tempo considerável cuidando do mesmo, principalmente se estou trabalhando com um texto de mais de cem páginas. Isso me levou a pesquisar sobre formatos de texto que pudessem minimizar essa tarefa.

A solução que eu adotei

Gedit

O bom e velho gedit. Mais útil do que parece.

Lendo alguns artigos na internet, me surpreendi ao perceber que o simples “txt” era o que melhor se adequava a portabilidade entre editores distintos e nada compatíveis. Nele, tudo são linhas e não existe o conceito de parágrafo. Se na tela você está digitando um parágrafo, quando você salva ele é formatado como uma linha longa. Assim, quando você passa para qualquer editor robusto como o Word ou Writer, o texto está mais ou menos no lugar. Hoje salvo meus arquivos em um .txt e quando quero imprimir passo para o Libre-Office. E para editar esses “.txt”s, eu percebi que os bons e velhos Gedit, Pluma e Kwrite são excelentes. Eles salvam o arquivo em um .txt, mas a navegação do cursor funciona como se estivesse formatado em um parágrafo e eu estou navegando como se estivesse nas linhas de um parágrafo quando uso as teclas ‘up’ e ‘down’. Editores como nano ou vim não funcionam desse modo com o txt e quando você usa essas teclas ele salta entre as linhas. Uma pena, queria usar somente editores de linha de comando·

 

Comportamento, LibreOffice , , , , 05/12/2017 08:54 Deixe um comentário

Ismande

Ismande

Nerd, Músico, Devoto de São Linus e Sir Eric S. Raymound.

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